A notícia já foi dada há algum tempo por media internacionais e é acompanhada regularmente por analistas de TI, mas nos últimos tempos tem havido uma acentuação de um género de ataques a utilizadores do Facebook que usam hotspots públicos para se ligarem à Web: uma app para Android permite identificar quem está nesta rede social e tomar o controlo da conta.
A ESET emitiu mesmo hoje um comunicado onde alerta para o modo «como os utilizadores interagem com as redes sociais, como o Facebook ou Twitter», situação que pode conduzir «a um acesso não autorizado a mensagens e páginas empresariais», o que acontece neste caso.
Por razões de segurança, o iTech não menciona o nome desta app, apesar de, como sabemos, ser fácil a partir de uma simples busca no Google ficar a saber tudo sobre esta “marosca”.
Segundo a fabricante de produtos de segurança, esta situação verifica-se quando o utilizador estabelece uma ligação «sem recurso a mecanismos de encriptação à sua conta Facebook e através de um ponto de acesso sem fios (hotspots Wi-Fi) aberto».
Nestas situações especificas, um utilizador mal intencionado «pode facilmente e com recurso a um comum smartphone ou computador com ligação Wi-Fi, obter acesso a toda a conta do utilizador, permitindo-lhe colocar mensagens no seu mural ou de terceiros, ler e enviar mensagens ou realizar outras alterações de perfil», explica Nuno Mendes CEO da WhiteHat.
De acordo com o mesmo, esta é uma «situação de risco presente em todas as aplicações Web que não obrigam à utilização de ligações seguras HTTPS». O que acontece é que toda a informação entre o dispositivo cliente e os servidores se encontra a circular de forma visível a ataques de sniffing.
O facto de o Android Market não ser controlado como acontece com a App Store da Apple faz com que este género de apps proliferem rapidamente. Lembramos que em 2010 surgiu uma aplicação que permitia aceder a uma rede Wi-Fi protegida, uma vez que a app “crackava” a chave WEP de algumas marcas mais comuns de modems.










