Em Novembro de 2010 foi assim. A chegada do iPad agitou o mercado português e o iTech fez uma review completa às principais funcionalidades deste tablet. Recorde o que escrevemos na altura.
No dia em que o iPad foi lançado no mercado português (30 de Novembro), o iTech fez, na sua página do Facebook, um conjunto de artigos que abordavam mais a fundo este tablet e as suas funcionalidades. Leia aqui tudo sobre este gadget da Apple.
A App Store
A interface da loja onde compramos as aplicações da Apple é bastante diferente no iPad. A princípio, e para quem está acostumado à simplicidade da versão para iPhone e iPod Touch, pode ser um pouco complicado navegar pela App Store do iPad. Desde logo, nas categorias, é impossível filtrar as apps pelas que são gratuitas ou pagas, o que dificulta a vida ao utilizador. Aqui apenas podemos ordenar as aplicações por nome, data de lançamento ou as que são recomendadas pela Apple (Featured).
Em baixo, apenas em Top Charts vamos poder ver duas tabelas em que uma delas, a da direita, nos mostra as aplicações gratuitas, mas com as categorias totalmente misturadas. Nem podemos ver mais que 20 aplicações, uma vez que a loja nos limita a este Top.
Apenas quando deslizamos o ecrã para baixo podemos ver mais em Top Grossing Apps, ou seja, o conjunto daquelas que mais lucros fazem. Se uma app estiver marcada com o sinal +, isso indica que foi pensada em primeiro lugar para iPhone e que por isso não vai ocupar a totalidade do ecrã do iPad.
De realçar ainda a presença do Genius, que nos sugere aplicações para download tendo em conta as transferências que fomos fazendo. A sugestão é sempre acompanhada da aplicação que motiva a apresentação da app ao utilizador. Por exemplo, no nosso caso apareceu-nos o jogo Sucess Story HD como recomendação, uma vez que tínhamos feito o download do Farmville.
Também pode mostrar que não está interessado nas sugestões apresentadas, tocando no botão correspondente. Resumindo, a loja que o iPad nos mostra precisa ainda de limar alguns detalhes para ficar mais intuitiva e ao nível da simplicidade de uso que vemos quer no iPhone, quer no iPod Touch.
Os jogos
Era mais que previsível. Com um ecrã semelhante ao de um netbook e com um processador musculado capaz de correr jogos 3D, os títulos especialmente feitos ou redesenhados pata iPad nunca teriam o mesmo nível de preço que os existentes para iPhone.
Assim, jogos como Angry Birds, Flight Control ou Cut the Rope (que passam a HD) custam significativamente mais nesta plataforma: 3,99, 3,99 e 1,59 euros, respectivamente. Para iPod Touch e iPhone, ambos têm um preço de 79 cêntimos. O iTech foi à App Store à procura de jogos (e versões Lite) que ainda se podem jogar em todo o seu esplendor no iPad, mas sem termos de largar os cordões à bolsa. Aqui ficam as nossas 5 escolhas.
Smurfs
É uma espécie de mistura entre Farmville e aquela parte de Age of Empires onde tínhamos de construir casas para aumentar a população e ter mais gente para plantar, construir e ir em busca de recursos. O jogo recupera a nostalgia dos Estrunfos e vai fazer ad delícias dos fãs destes bonecos azuis. A mecânica de jogo assenta no cumprimento de várias tarefas, como a plantação de vegetais e frutas ou a construção de lojas e casas para ir subindo de nível e alargar a aldeia.
Classificação 5/5
Farmville
Se este jogo tivesse um custo para os utilizadores do iPad, seria de esperar várias pessoas com forquilhas e archotes à porta da sede da Zynga, para fazer a folha aos criadores de um dos mais jogados títulos de sempre. O ecrã do iPad torna a experiência de semeio, apanha e plantação numa autêntica delícia para os dedos. Aqui sim, Farmville encontra um dispositivo à altura, pois os ecrãs do iPhone e iPod Touch eram demasiado pequenos para tanto hectare de quinta que havia para cuidar.
Classificação 5/5
Rush Hour Train
Não é o jogo mais original do mundo, mas é capaz de o manter entretido durante um par de horas, enquanto tenta encaminhar centenas de pessoas para três carruagens de metro que vão chegando à estação. O objectivo é encher ao máximo essas carruagens e tentar que os níveis de stresse dos passageiros não chegue a um limite insuportável. Existem três modos de jogo, sendo que o mais difícil se passa na hora de ponta em Tóquio, logo de manhãzinha. E tem trinta segundos para despachar o máximo de pessoas. O grande problema deste jogo é o facto de ser bastante repetitivo.
Classificação 3/5
AMC Lite
Apenas pelo nome é impossível saber que tipo de jogo é, mas se lhe dissermos que aquelas iniciais são de Airport Madness Challenge, já pode ter uma ideia daquilo que o espera. Este título é uma espécie de Flight Control, mas muito mais elaborado: temos de dar várias instruções aos aviões, como a colocação em fila de espera para levantar voo ou dar mais uma volta antes de aterrar. O jogo acaba quando houver a colisão de duas aeronaves. A versão Lite tem dois aeroportos para assumir o controle.
GT Racing: Motor Academy Free
O melhor jogo de carros para iPad chama-se Real Racing HD (€7,99 euros), mas pode ir treinando nesta versão gratuita onde pode conduzir um Ford Focus, um Nissan 370Z, um Audi R8 4.2 FSI Quattro (uma volta no circuito de Laguna Seca contra alguns adversários) e um Chevrolet, no modo Challenge, onde tem de completar um percurso dentro de um tempo limite. O acelerador e o travão são comandos tácteis no ecrã e o volante… adivinhe… é o próprio iPad. A versão completa custa apenas 0,79€ e é um excelente negócio!
Classificação: 5/5
Chegou o iPad. Acabou a brincadeira
Depois de vermos países como a Bélgica e o Luxemburgo a receber primeiro o iPad que nós e de ouvirmos histórias de amigos que se aventuraram em viagens para ir buscar o tablet da Apple a algumas capitais europeias e até mesmo aos EUA, chega a vez de os portugueses terem um iPad que se pode comprar sem ter de passar a fronteira.
Fazer um teste ao iPad neste momento não é nenhuma novidade, muito por culpa do que se referiu em cima: já todas as publicações do género tiveram acesso a um e toda a gente conhece quem já ande a passear os dedos sobre o ecrã táctil de 9,7 polegadas com multitoque.
O iPad a que o iTech teve acesso é a versão mais cara disponível no mercado: 64GB e Wi-Fi +3G, cujo preço chega aos 799 euros. Há muitos portáteis mais baratos que o iPad, mas lá está: o dispositivo da Apple é único em tudo, desde o design à App Store que já tem mais de 40 mil apps feitas a pensar apenas nas especificações do iPad.
No que toca à experiência com a interface, tudo é semelhante ao que já tínhamos no iPhone e iPod Touch. Tudo responde bem ao toque, não há falta de precisão e as capacidades multitouch elevam ainda mais o iPad a rei dos tablets em Portugal. Até aqui, tudo foi uma brincadeira de crianças. Mas agora a história muda: o peixão chegou ao lago e, quase de certeza, vai tomar conta do mercado. Em 2011 já vai haver muita gente a ler livros e a aceder à Web no ecrã do iPad.
Agora é consigo: se se decidir pela compra deste tablet que já é o aparelho electrónico não-telemóvel mais vendido de sempre (opte pela versão 3G), vai ter nas mãos um objecto bastante completo a que, infelizmente apenas falta uma câmara para podermos usar a funcionalidade Face Time. E talvez uma na traseira, para acalmar os ânimos dos fotógrafos de ocasião (boa sorte com a estabilidade).
Preço: desde 499 euros (tarifários na Optimus, Vodafone e TMN)
Gostámos: Design, interface, navegação Web e App Store
Não gostámos: Falta de, pelo menos, uma câmara frontal
Classificação: 5/5










