O Fiesta sempre foi um carro com boa reputação, mas nunca foi líder de vendas. A reputação deste Ford muito se deve ao seu chassis, uma verdadeira referência. Mas o seu design sempre foi anónimo, especialmente na última geração e nunca despertou grandes paixões.
Por essa razão, os responsáveis da Ford decidiram fazer uma aposta que se revelou ganhadora. Ou seja, um design marcante que catapultou o pequeno utilitário para o topo da tabela de vendas. E foi só o design que mudou – o bom chassis mantém-se e, ao contrário da concorrência, que decidiu aumentar o tamanho, o Fiesta mantém-se igual a si próprio.
A nova linguagem da Ford, baptizada por ‘Kinect design’ é a “culpada” pelo sucesso desta geração Fiesta. Mas também a qualidade de construção. Para dar um exemplo, foi a única das três grandes de Detroit a não precisar de apoio estatal para ultrapassar a crise de 2008 e foi a primeira a sair dos prejuízos, muito graças à operação europeia da Ford.
No entanto, o design do interior pode não ser tão consensual , aliás, parece baseado numa qualquer nave espacial, pois a consola central parece a cara de um “alien”.
Já muito falámos acerca do design e dimensões do carro. Mas e a motorização? Nesta unidade que a Ford colocou à nossa disposição encontrámos o já sobejamente conhecido 1.4 TDCI de 70cv, feito em cooperação com a PSA. No entanto os consumos foram mais altos que os registados em viaturas da Peugeot.
Enquanto na casa gaulesa registamos valores na casa dos cinco litros, neste Fiesta não conseguimos baixar dos 6,3, isto apesar de a Ford anunciar 4,2 litros no ciclo combinado. Pelos 1500 euros que separam esta versão da versão 1.6 com 95cv, somos levados a aconselhar esta última.
Modelo: Ford Fiesta 1.4 TCDI Trend
Preço: 18 400 euros
Consumos: 4,3l/100 (anunciados)
CO2 (g/km): 107










