A ideia que nos vem à cabeça quando pensamos em híbridos é a de um carro económico e cinzento, sem pretensões desportivas. Além de que a maioria fica a dever muito à beleza. Não sabemos porquê, mas os construtores automóveis decidiram associar os carros híbridos a desenhos desapaixonados.
No entanto, a Honda decidiu atirar uma pedra ao charco e agitar as águas com o lançamento do CRZ, o «primeiro híbrido desportivo». Será que o conseguiu? Vamos acabar já com o suspense: claro que conseguiu! Além de bonito, o carro é rápido e divertido de conduzir. Ninguém diz que estamos a conduzir um híbrido. A única coisa que o denuncia é um lettering azul a dizer ‘Hybrid’, mais nada.
Mas as surpresas não acabam aqui: entramos no “cockpit”, sim é um cockipt, porque parece que entramos numa nave espacial. Esta é a única comparação que nos lembramos de fazer sempre que vemos o tablier.
É quando damos à chave que notamos a primeira falha. Aqui, o CRZ merecia outra solução – depois do gesto comum, temos de carregar num botão de Start. Ou uma coisa, ou outra… As duas acabam por ser uma solução desnecessária.
Antes de arrancarmos, olhamos para os bancos de trás. Se dissermos que são elementos meramente decorativos, não estamos a utilizar nenhum eufemismo. Quem compra este carro é egoísta, e não está a pensar certamente em ser o “taxista” de serviço.
Contudo, o espírito ficar tranquilizado por estar a ajudar o ambiente. Quatro parágrafos depois arrancamos para uma das conduções mais divertidas que temos memória, igual? Só a do Peugeot RCZ, que em breve também vai acelerar pelo iTech.
Há mais aspectos negativos, além dos lugares traseiros meramente alegóricos. Temos mesmo de dizer? Pois bem, os consumos: 8l/100 são um valor exagerado para um híbrido, embora poupados para um desportivo, ao nível do já mencionado RCZ, que utiliza uma evoluída, mas banal, motorização Otto (gasolina, para o comum dos mortais).
Modelo: Honda CRZ
Preço: 22 430 euros
Consumos: 5l/100 (anunciados); 8l/100 (medidos)
CO2 (g/km): 117










