Além da organização da Volvo Ocean Race, e de outras iniciativas, o V40 promete ser a grande estrela da comemoração deste aniversário. Com este modelo, a Volvo assume-se finalmente como marca premium (desde sempre, o seu grande objectivo) e pretende lutar de igual para igual com o trio germânico: BMW, Audi e Mercedes.
A Ford, sua antiga proprietária, fez tudo o que esteve ao seu alcance para a cimentar nessa posição, mas não chegou. Isto porque alguns dos seus produtos estão envelhecidos (S40, V50, V70, S80, XC90) e existem lacunas por preencher para que a Volvo possa fazer frente ao “trio germânico”. O V40 é a primeira tentativa da marca sueca para colmatar estes vazios no mercado.
Existem outros “fantasmas”, ou preconceitos a vencer, como por exemplo as plataformas do S40 e V50 serem do “menos nobre” Ford Focus. E ainda mais importante: o seu novo proprietário é chinês. Os próximos anos vão ser cruciais para a Volvo, não só como marca, mas também para exemplo de que marcas ocidentais premium e generalistas podem ter como orientais como proprietários.
A Jaguar/Land Rover encontra-se na mesma situação, com bons resultados. Por isso, os olhos do mundo automobilístico estão virados para a Suécia. E se o V40 for um exemplo, podemos afirmar que está no bom caminho. Mas a renovação deve continuar e a um ritmo acelerado. Nunca descurando os valores que tornaram a Volvo famosa: a segurança e a qualidade.








