Review
É uma tendência que se tem vindo a verificar nos últimos tempos. A importância dada ao design já não é um exclusivo dos pequenos gadgets como os smartphones, tablets ou leitores de MP3. Também monitores, computadores all-in-one (o caso mais reconhecido é o do iMac) e impressoras tem vindo a adoptar linhas e formatos de fazer cair o queixo.
E foi precisamente isso que aconteceu quando olhámos pela primeira vez para a Envy 100 da HP, uma impressora topo de gama que até nem precisa de ter um computador ligado para imprimir documentos, uma vez que tira partido da tecnologia ePrint (a Envy dá-nos um e-mail e basta enviarmos o que queremos imprimir para esse endereço) e tem várias widgets (ou apps) que alargam ainda mais as potencialidades deste autêntica obra prima do design.
Envy significa ‘inveja’ em inglês e temos a certeza de que é exactamente isso que este equipamento provoca nas suas rivais, outros modelos HP incluídos. Em preto piano brilhante, com as laterais em branco e uma tampa de scanner espelhada (e sem botões físicos), a Envy 100 tem cerca de 10cm de altura, 42 de largura e 33 de profundidade, o que a equipara a um antigo sistema VHS.
O formato incomum da Envy é meio caminho andado para nos sentirmos logo atraídos pela impressora. Mais que um gadget, é uma obra de design que podemos orgulhosamente ostentar no escritório ou naquele recanto da sala que nos serve de escritório. Satisfeitos e com cinco estrelas directas para o aspecto visual da Envy, chega a altura daquilo que realmente importa: o desempenho e as funcionalidades.
A dominar a parte fontal temos um generoso ecrã táctil de 3,45 polegadas que facilmente nos dá acesso às configurações da Envy. Recomendamos vivamente que a coloque a funcionar numa rede wireless para evitar o constrangimento dos cabos. Aqui, o setup é bastante fácil. Basta tocar no ícone da ferramenta mais à direita, entrar em ‘Rede’ e fazer uma busca pelas Wi-Fi disponíveis. A introdução da palavra passe é depois feita recorrendo a um teclado QWERTY virtual.
A partir daqui a impressora fica disponível a todos os computadores que se ligue à mesma rede Wi-Fi. No iTech experimentámos fazê-lo com Mac e PC e a verdade é que no Mac tudo é mais simples, pois basta ir ao separador de impressoras nas ‘Preferências de Sistema’ e adicionar um novo equipamento. A Envy demorou menos de cinco segundos a aparecer na lista, sem a necessidade de instalar drivers ou de fazer qualquer tipo de configuração.
Contudo, num PC com Windows 7, tivemos de usar o CD que vinha com a Envy e por duas vezes ocorreram erros na instalação das drivers. Não acreditamos que isto seja um problema sério, mas aconselhamos a que tenha o sistema operativo actualizado e que use, em último caso, os controladores disponíveis para download no site da HP.
Com uma bandeja que pode levar até 80 folhas normais A4, existe ainda uma bandeja que só se mostra na altura em que a impressão está a decorrer (outro pormenor que também nos surpreendeu) e que se abre de forma automática. A HP lembra que o limite aqui são as 25 folhas, por isso esteja atento se estiver a imprimir documentos com muitas páginas.
Muito fácil de usar é a interface dominada pelas widgets que permitem imprimir conteúdos directamente a partir da Web, como por exemplo a da DremaWorks que tem jogos, máscaras, desenhos para colorir e modelos para montar em papel que podem ser impressos em poucos segundos.
Destaque ainda para a aplicação Quickforms da HP que tem à disposição vários modelos de documentos, como papel pautado, calendários, listas e papel de gráfico, por exemplo, prontos a sair. Curiosamente apps como a do Facebook, Last.FM (música) e Weathernews (meteorologia) também estão disponíveis, sendo possível adicionar outras a partir do ícone ‘Obter Mais’.
Disponíveis estão também ícones para impressão de fotos, cópia e digitalização. Estas últimas podem ser guardadas numa pen USB ou n+em cartões SD, MMC, MS/DUO, cujas ranhuras se encontram protegidas por uma pequena tampa localizada na parte de cima, à direita. Claro que também pode usar estes meios no sentido inverso, ou seja, fazer impressões a partir dos cartões ou de uma pen. Com tantas soluções de conectividade continuamos a não perceber por que razão continua o Bluetooth a ficar de fora das opções de impressão, o que seria bastante útil para usar com smartphones.
Em termos de ruído durante a impressão/digitalização, sentimos que a HP poderia ter feito um pouco melhor tendo em conta o selo ‘premium’ da Envy, embora não possamos dizer que este equipamento soe a uma trituradora esquizofrénica quando está a imprimir. Depois da ordem para imprimir via Wireless, a HP Envy leva entre 15 a 25 segundos a iniciar a impressão.
O tempo desde que a HP Envy demora a ligar-se e a fazer uma impressão que já estava na printing list.
Testes de impressão
Recorremos a um MacBook Air de 11 polegadas para fazer os testes com a Envy 100. Para a impressão usámos as pré-definições incluídas: Photo Paper, Plain Paper Best, Plain Paper Fast Draft e Plain Paper Fast Draft Black and White. Usámos estas definições para imprimir fotos e texto. As impressões foram feitas a partir de documentos Word. No caso dos documentos com fotos estas tinham as seguintes características: 500x300px, 72dpi em RGB, formato JPEG com qualidade máxima (12, no Photoshop). A impressão fotográfica foi feita com uma imagem a 200dpi, um quadro de Keith Haring que demorou 2,12,4 segundos a imprimir.
Depois de analisarmos os tempos e as impressões, temos a regista o tempo record em que a Envy 100 imprimiu um ficheiro em modo de rascunho com duas imagens a preto e branco. Embora tenha estes dois handicaps, este acaba por ser o tempo mais rápido conseguido nos testes. Registe-se ainda a demora em transformar cor em preto e branco, no caso do texto (PPFD Preto), que mesmo em modo de rascunho demorou 38 segundos.
Nos nossos testes também chegámos à conclusão de a diferença de tempos que a Envy leva a imprimir texto com cores em modo Best (PPB Cores) ou em Draft (PPFD Cores) não é significativa: apenas 4 segundos.
Testes de digitalização
Mais uma vez recorremos a um MacBook Air de 11 polegadas com o software HP Scan. Escolhermos uma fotografia (22x31cm) de 1995 revelada numa loja tradicional (em papel AGFA) com várias cores, sombras e áreas brancas. Aqui experimentámos fazer scans directamente para uma pen e não para o computador. Recorrendo às funções da Envy 100, podemos fazer digitalizações a 200, 300 e 600dpi. Respectivamente, obtivemos imagens com 131KB (1568×1120), 524KB (2353×1696) e 1,5MB (4720×3392) ambas com boa qualidade, sem qualquer defeito grave a apontar.









