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A Garmin é daquelas marcas de GPS que, apesar de não ser muito popular pelos seus equipamentos para automóveis (a gama Nuvi) na Europa, bate aos pontos qualquer outra empresa no que respeita a dispositivos de navegação para desporto. Neste caso, falamos do ciclismo ou BTT.

Primeiras impressões assim que tiramos o Edge 200 da caixa e começamos a preparar o pequeno GPS para iniciar a nossa viagem sobre duas rodas: trata-se de um GPS bastante compacto (cabe numa mão fechada) e intuitivo, sendo bastante prático usar a sua simples interface que pode ser dividida em quatro pequenos ecrãs.

Como é normal neste tipo de GPS, não temos um ecrã a cores nem a função touchscreen, pois o grande objectivo é transmitir a informação certa e clara, e não ter um dispositivo multimédia – nem os praticantes de BTT ou ciclismo esperam outra coisa destes equipamentos. Aliás, o ecrã monocromático do Edge 200 é um dos seus grandes trunfos, uma vez que a visulizaçao é excelente em situacoes de muita luminosidade, incluindo também uma luz para ver os dados no ecrã, à noite.

Garmin Connect dados
Garmin Connect

Além de termos acesso às normais informações sobre a velocidade e a distância percorrida, temos ainda acesso às calorias queimadas durante uma sessão, o que depois pode ser visto no site concet.garmin.com (temos de nos registar), mediante uma ligação do Edge 200 ao computador via USB.

Com o Edge 200 conseguimos armazenar até 130 horas de dados da viagem e competir com tempos anteriores num mesmo percurso. Isto é possível, pois este GPS cria uma espécie de ciclista “fantasma” que corre ao mesmo tempo que nós, como acontece em alguns videojogos de automobilismo.

Pedro Rebelo BTT

Este teste contou com a colaboração de Pedro Rebelo, praticante de BTT e que explicou à equipa do iTech as mais-valias deste tipo de GPS para o seu desporto.

Por ser um GPS de entrada de gama (o mais completo será o Edge500), não temos informação sobre a cadência (rotação por minuto da pedalada), que é uma das informações mais importantes para ciclistas de estrada. Contudo, para quem pratica BBT, os dados relativos è elevação são os que mais interessam, e esses são dados pelo Edge200.

O facto de ser ‘entrada de gama impossibilita também este GPS desportivo de se ligar a uma fita cárdio, uma banda que muitos desportistas usam à volta do peito e que conta os batimentos cardíacos e que também é um grande indicador de desempenho para os praticantes de BTT ou ciclismo.

Garmin Edge200 Ecrã

No que respeita a materiais e robustez, o Edge 200 é em tudo semelhante ao seu “irmão mais velho” Edge500, ficando apenas a faltar os pontos que já indicámos. A montagem na bicicleta está totalmente preparada para o centro do guiador, que foi onde colocámos o GPS sem nenhuma complicação, tirando partido da flexibilidade das argolas de borracha (como vai poder ver no vídeo).

Veredicto iTech > O Edge 200 é um bom GPS para os praticantes de BTT, mas talvez com um preço um pouco elevado para as funcionalidades que disponibiliza. No entanto, é uma boa compra, uma vez que o Edge500 pode custar até 270 euros. Destaque ainda para a rapidez com que este pequeno dispositivo encontrou satélites.

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Sobre o Autor

Ricardo Durand
Começou no jornalismo de tecnologias em 2005 e tem interesse especial por gadgets com ecrã táctil. No iTech é o responsável pelas Sextas iPad e pela edição geral do site.