Review
O nosso já conhecido sensor Nike+ volta à carga, mas agora acompanhado de um relógio feito pela TomTom que inclui GPS. Será que desta vez o chip se comportou à altura do desafio?
Quando testámos o Nike+ com as apps para iPod Touch e iPhone, sentimos grandes dificuldades em fazer o emparelhamento com os dispositivos. Quando chegava a altura da sincronização, a app pedia-nos para andar com o sensor até que este fosse detectado. Contudo, depois de várias voltas e de até procurar outras soluções na Web, como simplesmente agitar o sensor, só por um par de vezes e alguma sorte é que conseguimos a sincronização.
Não podia ser mais diferente a experiência com este bundle Nike+ SportWatch GPS Powered by TomTom. Para já o relógio é muito simples de usar: nem sequer precisámos de recorrer ao manual de instruções do mesmo (como fizemos, por exemplo, para os “gadgets” da Adidas) para, intuitivamente, emparelhar o sensor e navegar pelos menus.
Apesar de apresentar um ecrã monocromático, a preto e branco, cinco menus (ja com o de relógio – ‘Clock’ – incluído), e três botões físicos, tudo é muito fácil de usar. Por exemplo, e para iniciar rapidamente um exercício basta manter pressionado o botão verde até que apareça o ecrã onde o relógio vai começar a procurar o sensor Nike+ (basta agitá-lo durante uns segundos) e ganhar sinal de satélite, que demora muito pouco tempo.
Além do já citado menu ‘Clock’, o que aparece por defeito, com grande números e indicação de dia, mês, ano e estado da bateria em ponto mais pequeno, temos ainda os menus ‘Run’, ‘History’, ‘Records’ e ‘Stopwatch’ (um simpeles cronómetro).
Para aceder a este conjunto de separadores basta, a partir do ecrã inicial do relógio, clicar no dos botões pretos laterais. Em Run, é onde decidimos se queremos ligar o GPS e a sincronização ao Shoe Pod, ou seja, ao sensor Nike+.
É claro que, para usar o relógio na sua plenitude, estas duas opções têm de estar ligadas (on). Seleccione ‘Options’ para iniciar a localização de um novo sensor, determinar se quer regular as voltas (Laps) de forma manual ou automática, ou desligar esta opção.
Depois, em ‘History’ temos acesso aos dados dos vários exercícios que formos fazendo, com as informações sobre distância percorridas, tempo e calorias queimadas. Já em ‘Records’, é onde ficam as nossas melhores marcas: máximo de distância que corremos, o tempo mínimo que demorámos a correr uma milha, um quilómetro, os 5 e 10 quilómetros mais rápidos e a corrida mais longa efectuada.
E basicamente é isto que podemos fazer com o Nike+ SportWatch GPS Powered by TomTom, o que nos parece um pequeno, mas essencial conjunto de informação. Durante a corrida, o ecrã divide-se em dois, com grande parte ocupada com um cronómetro e com uma área superior que vai rodando informações (pace, calorias, distância percorrida, entre outras) à medida que carregamos nos botões laterais. Para parar a contabilização de dados, basta tocar no botão verde.
É depois de ligado o relógio ao computador (no nosso caso a um MacBook Pro) e de descarregado o software (o relógio traz um ficheiro que nos leva até a um site onde podemos fazer o download que a diversão e o interesse pela prática de exercício físico começa a sério.
Em http://nikerunning.nike.com o utilizador regista-se e depois tem acesso aos dados que entretanto foram transferidos do relógio para uma interface Web com um excelente visual e, mais uma vez facilidade de utilização e, acima de tudo de compreensão.
Esta interface é dominada por cinco separadores: Corrida, Metas, Desafios, Treinador e Mini. No primeiro vemos a distância percorrida em cada dia da semana, sendo que vamos sempre acompanhando o nosso nível Nike. Começamos sempre no amarelo e depois é necessário correr um número determinado de quilómetros para passar ao seguinte.
Tudo isto se torna num jogo em que o protagonista somos nós. E isso é um grande factor de motivação: temos objectivos para cumprir e somos recompensados por isso: boa estratégia da Nike, neste campo.
Nas Metas, encontramos sobretudo um local para impormos métricas a nós mesmos. Por exemplo, determinar que queremos queimar 3000 calorias em 3 semanas. No final desse tempo, e depois de transferidos os dados do relógio, o sistema vê se cumprimos os objectivos impostos.
Em Desafios, entramos verdadeiramente num jogo: bater outros utilizadores em provas como: quem é o mais rápido a correr 7 quilómetros? Já no Treinador são-nos impostos os objectivos, com métricas pré estabelecidas para caminhadas, corridas de 5 e 10Km, meia maratona e maratona.
Finalmente, o Mini é o nosso avatar dentro do universo Nike Running, que podemos personalizar com um aspecto igual ao nosso, mas num estilo de desenho animado, com cabelo, nariz, olhos, roupa, ténis e acessórios.
O Mini é um motivador virtual que, se não nota actividade durante um certo tempo, nos começa a picar: na última vez que visitámos o nosso Mini, estava entretido com uma raqueta daquelas que tem uma bola presa por um fio e a dizer: «Esta bola está a exercitar-se mais que tu». Era a nossa deixa para começarmos a dar ao pé.








