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Sem contar com algumas adaptações de filmes a jogos, este é o primeiro título da Disney para as consolas de nova geração que nos apresenta um ambiente verdadeiramente animado, com uma mecânica de jogo que é uma mistura entre LittleBigPlanet e as séries Lego.
A ligação a LBP é a mais clara: grande cabeças e corpos minúsculos tornam a associação mais evidente e foi com essa expectativa que começámos a jogar Disney Universe. A colagem acaba por não ser tão clara, pois enquanto o jogo da Sony é baseado puramente em plataformas, este apresenta um cenário em profundidade onde decorre a acção.
Disney Universe equipara-se aqui aos jogos Lego, fruto da mecânica de puzzles, da descoberta de segredos, da activação de interruptores e dos objectivos existentes em cada cenário que são precisos atingir para completar cada episódio a 100%.
Além das personagens Disney, vamos ainda encontrar bonecos e cenários inspirados nos filmes da Pixar Animation Studios, como Monters, Inc. No entanto ficámos desiludidos por não termos possibilidade de jogar no universo Toy Story, já que este é talvez o maior sucesso destes estúdios pertencentes à gigante da animação.
A acompanhar Monsters, Inc. vamos ainda encontrar os mundos de Wall-E, Alice no País das Maravilhas (versão 2010 de Tim Burton), Piratas das Caraíbas e os clássicos Rei Leão e Aladino, apesar de termos personagens de Tron, Lilo & Stitch, À Procura de Nemo e os carismáticos Mickey, Pluto e Donald.
Estes são apenas fatos/skins (estão disponíveis 45) que vamos desbloqueando à medida que completamos os seis mundos disponíveis, cada um deles com três cenários. Nestes mesmos mundos temos de completar os tais objectivos que balançam entre a descoberta de três tesouros que vão variando conforme o filme retratado à salvação dos ‘guests’, as tais personagens que não pertencem aos mundos onde jogamos.
Estas vão depois ficando disponíveis como fatos que podemos seleccionar para jogar nos cenários que quisermos. Cada uma tem uma arma de ataque distinta que pode ser melhorara quatro vezes, de modo a tornar os ataques mais poderosos – para isso precisamos de abrir os cofres que estão em cada cenário.
Disney Universe integra um modo multiplayer para até quatro jogadores ao mesmo tempo, onde a ideia é colaborar para enfrentar os vários tipos de robot de cada mundo, enviados por uma personagem maléfica (um cubo preto e vermelho) que aparece a meio dos níveis (apenas no modo co-op) para nos dificultar a vida.
Apesar de ser um jogo dirigido aos mais novos, não existe uma versão em português o que pode servir de limitação em algumas situações onde precisamos de ler dicas e compreender o que é preciso fazer para cumprir os objectivos. A não localização do jogo para Portugal, como de resto acontece com LBP, é uma falha grave: as crianças são sempre grandes fãs da Disney e uma versão portuguesa catapultaria com toda a certeza as vendas de Disney Universe neste Natal.
Outro aspecto onde Disney Universe falha é no facto de as personagens “amigas” se poderem “matar” uma à outra quando jogamos em co-op ou de a pontuação ficar dividida pelos jogadores: ou seja, quem apanhar mais caras de Mickey de Ouro (o “dinheiro” de Disney Universe), por exemplo tem grandes probabilidades de ficar à frente do “amigo”.
Sendo este um jogo mais infantil que a série Lego, era de esperar que se criasse uma mecânica mais amigável e não tão competitiva como realmente acontece. Por exemplo, nos jogos Lego os dois jogadores contribuem para uma pontuação conjunta. Abre-se aqui uma janela para um público mais alargado, como os adultos jovens que sejam fãs da magia Disney.







