Review
Depois de mais um ano em que PES e FIFA provocaram as discussões habituais sobre qual o foi o melhor simulador virtual de futebol, as edições de 2012 lançaram ainda mais achas para a fogueira, com FIFA a partir na frente depois de a edição de 2011 ter sido considerada a melhor.
Na realidade, já desde 2009 que o franchsie da Electronic Arts é reconhecido pela maioria das publicações e sites especialistas em jogos como superior ao simulador de futebol da Konami. Também é verdade que depois de três anos em “baixa”, os breves momentos que passámos aos comandos de PES12 deram-nos a certeza de que o jogo é o melhor desta sequência em que se viu ofuscado por FIFA. A questão é saber se chega para destronar o “rei”.
Não chega. A versão 2012 de FIFA, traz uma jogabilidade optimizada, mais real, onde os choques entre jogadores deixaram de parecer colisões entre simples bonecos. Tudo é mais humano, mais natural e até mesmo mais “inteligente”. Os jogadores podem cometer erros, como na realidade, podem cair e escorregar, tudo com uma série de movimentos que impressiona, cortesia do sistema Impact Engine.
Contudo, as mudanças não se ficaram pelo aspecto visual, onde também há a assinalar a presença de fotografias reais dos jogadores, fruto dos contratos de imagem garantidos pela FIFA. No menu, mais novidades: é totalmente diferente do que vimos nas edições anteriores. Agora temos todas as informações localizadas numa uma barra inferior, com muito espaço em cima para vermos as “acrobacias” do nosso jogador de arena (o local onde podemos treinar remates, livres e penaltis).
Passando pelos menus, vemos que os modos de jogo são praticamente os mesmos da versão 2012, com os tradicionais desafios de exibição offline, jogos e ligas on-line e o clássico Manager, onde assumimos o papel de um treinador/jogador de futebol. Lembre-se que este jogador pode ser criado à nossa imagem, como sempre, no menu de personalização.
Depois de demorar alguns minutos a navegar pelos menus, decidimos que estava na altura de “ripar na rapaqueca”, ou seja, de começar a jogar à bola. É aqui que se percebe a razão pela qual FIFA continua a ser tão bem recebido pela crítica e a conquistar prémios. Apesar da absurda mudança forma como a versão 12 aborda a jogabilidade defensiva, sentimos que tudo está mais refinado. É mesmo impossível não comparar um jogo neste simulador a uma partida real, tal é a naturalidade com que os jogadores se dispões e ocupam espaços pelo campo.
Para nos ajudar a ultrapassar a mudança dos controlos defensivos, a malta da EA disponibiliza um tutorial antes de entrarmos em campo, o que só por si já é uma prova de que precisamos de reaprender a jogar FIFA. O Tactical Defending muda a forma como temos de parar as ofensivas do adversário: todas as manobras de defesa e desarme de bola são, agora, feitas de forma manual.
Desarmar um adversário passa a ser muito mais complicado e exige uma mestria de dedos que até agora se limitava a termos de manter pressionado o botão X em conjunto quem o Quadrado para pedir a ajuda de um colega de equipa e assim levar a melhor sobre quem levava a bola. Em FIFA 12 temos de esperar pelo momento certo para tirar a “redondinha” com um tackle ou fazer um jogo de braços para estorvar o adversário.
Assumimos que o novo sistema traz uma dose de realidade extra às partidas, mas esta era uma realidade que, sinceramente dispensávamos: a decisão da EA tornar a marcação manual e com recurso a uma série de combinações de comandos é simplesmente despropositada.
Mais uma vez a EA “reconhece” o erro e disponibiliza uma opção que nos dá de volta o sistema das versões anteriores: chama-se ‘Legacy Defending’ e podemos encontrá-lo nas opções de jogo. Contudo, só está disponível para jogos que não não contem para o ranking. Ou seja, é completamente inútil on-line.
Ainda no campo da jogabilidade, não podemos deixar de falar no novo ‘Precision Dribbling’, um add-on que faz com que o jogador drible a bola com toques curtos e rápidos, o que dificulta ainda mais a marcação. Dominar estes novos movimentos é a chave para evitar o sucesso das marcações. Lembre-se que o seu adversário tem agora de defender com o novo sistema, por isso treine bem os dribles e o sprint.
A nível sonoro, FIFA continua um verdadeiro centro de revelação de novas bandas e uma preciosa jukebox: quase que apetece iniciar o jogo na consola ou no PC apenas para deixar correr as faixas. Fantásticas as presenças de CSS (Hits me Like a Rock), Crystal Castles (Not in Love), Foster The People (Call it What You Want) e dos Strokes (Machu Picchu).
A descobrir, temos delícias como ‘City’ dos Medics, e ‘Energy’ dos Spank Rock. Com muita pena nossa, não temos nenhum representante de música portuguesa, apesar de Gabriel o Pensador marcar presença. Falta claramente um som de Buraka Som Sistema a FIFA, como aconteceu no passado.
5 Factos FIFA 12
Melhor equipa: Barcelona (5 estrelas; 87,4 pontos, valor médio dos jogadores do 11 inicial)
Melhor jogador: Messi, 94 pontos (Cristinao Ronaldo tem 92)
Melhor equipa portuguesa: FC Porto (4,5 estrelas; 79,5 pontos, valor médio dos jogadores do 11 inicial)
Melhor jogador da Liga Portuguesa: Hulk, 85 pontos
Equipas não licenciadas na Liga Portuguesa: Gil Vicente > V. Barcelos; Feirense > F. Santa Maria; Marítimo > C. Funchal.







