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Com dois títulos que atingiram os píncaros, seria estranho se a Naughty Dog não tivesse apresentado esta ano mais uma aventura de Nathan Drake. Quando Uncharted 3 foi anunciado os índices de expectativa dispararam. E quanto a nós o hype justificou-se completamente.
O terceiro episódio desta Lara Croft de barbas recebe o subtítulo ‘Drake’s Deception’, o que desde logo não deixa antever nada de bom nesta aventura. Afinal qual será a decepção ou desilusão de Drake? Sem querer entrar em grandes detalhes, para não estragar o jogo a quem ainda não teve oportunidade de jogar, apenas podemos dizer que se trata de um título mais introspectivo e ligado às emoções da personagem.
Uncharted 3: Drake’s Deception baseia a sua história na lenda da Atlântida das Areias, uma cidade que se pensa ficar localizada em Rub’al Khali, uma espécie de Shangri-La do deserto e que ficou na história por bons e maus motivos: esconder grandes riquezas e um demónio Djinn no subsolo.
A chave para encontrar o caminho para esta cidade está precisamente na linhagem de Nathan, que agora se sabe ser descendente do corsário Francis Drake, que trabalho a soldo de Elizabeth I de Inglaterra no século XVI. A trama sugere que o navegador deixou várias pistas que levam até à cidade perdida no deserto, entre elas um anel, um descodificador de segredos (que só trabalha com o anel) e um mapa, claro.
É nesta terceira aventura que ficamos a conhecer como se conheceram Nathan e Sully, tendo ainda a oportunidade de jogar com Drake quando este era ainda uma criança, de forma a percebermos melhor o princípio da história.
A história é sempre bem contada, perceptível e com peças que encaixam bem ao longo do jogo. Juntando a isto as cutscenes que mais parecem pedaços de um filme, é fácil perceber por que razão é que a indústria dos vídeojogos já ultrapassou a dos filmes em termos de receitas. Uncharted 3 é um título cinematográfico completo, com um grande guião e interpretações de grande nível por parte dos actores que deram as vozes às personagens.
E se o aspecto visual e o ambiente histórico estão num patamar muito superior a outros jogos do género, a jogabilidade não fica atrás. Ao contrário daquilo que a Naughty Dog fez nos jogos anteriores, agora os combates estão muito mais dinâmicos e interactivos, com a presença dos já nossos conhecidos Quick Time Events, quer servem para nos desviarmos de ataques ou desferir uma sequência de golpes decisivos, usando os objectos do ambiente em redor, sempre que se justificar.
No que respeita ao sistema de movimentos de Drake no que diz respeito às plataformas (saltar, trepar, agarrar, baloiçar) e aos tiroteios, não notámos grandes diferenças,embora haja muitas mais cenas de fuga onde é preciso ter reflexos rápidos com o comando nas mãos para não sermos apanhados por uma horde de aranhas ou de uma inundação.
Se juntarmos a isto a destruição de cenários (como no capítulo do castelo francês) ampliado a uma escala ainda maior em Uncharted 3, é muito fácil de perceber que a interactividade e a imprevisibilidade deste jogo são inéditas em qualquer jogo lançado até agora, bem como a AI dos nossos inimigos, que reagem em conformidade com as nossas acções, sobretudo se tiverem armas de fogo ou granadas.
Como todo os bons jogos de acção e aventura, onde é impossível não encontrar referências aos filmes Indiana ou aos jogos de Lara Croft, Uncharted 3 não se dedica apenas a colocar Drake em um ou dois ambientes. Percorremos desertos, bases militares, castelos e até mesmo os esgotos de Londres. O jogo nunca é repetitivo ou cansativo. Juntando a isto, temos alguns enigmas para resolver, sendo que podemos consultar o já conhecido Moleskine de Drake para ver algumas pistas.
Um dos grandes argumentos de Drake’s Deception é o modo multijogador que se divide em duas mecânicas – cooperativa e competitiva – e que se apresenta ainda mais completo e viciante que nos outros dois jogos anteriores.
No modo cooperativo, que tanto pode ser jogado tanto on-line como offline, apresentam-se duas variantes: as “mini-campanhas” que colocam as personagens em locais da história do jogo acual ou do anterior e o “arena”, mais clássico, onde existem vários objectivos para cumprir num cenário fechado.
Em relação ao modo multiplayer on-line competitivo de Uncharted 3, a Naughty Dog apresenta-nos algumas alterações: por exemplo, o Buddy System, uma aliança aleatória determinada pelo jogo que nos atribui um parceiro.








